Campo Novo do Parecis é o município-sede do Polo Parecis (004), agrupamento regional que abrange cinco municípios no noroeste mato-grossense. O polo se caracteriza pela altíssima produtividade agrícola sobre o Chapadão do Parecis — uma das planícies mais agricultáveis do planeta.
Com Campo Novo como polo centralizador de serviços, saúde, educação e comércio, os demais municípios gravitam em torno de sua infraestrutura urbana e logística, formando uma das regiões agropecuárias mais produtivas do Mato Grosso.
Fundada em 1986 por migrantes do sul do país que enxergaram no cerrado mato-grossense uma oportunidade única, Campo Novo do Parecis se transformou em menos de quatro décadas em um dos municípios mais produtivos do Brasil — não apenas em volume, mas em diversificação e tecnologia agrícola.
Assentada no Chapadão do Parecis, em altitude que favorece o clima e a produtividade, a cidade é hoje a prova viva de que o interior do Brasil pode ser sinônimo de inovação. Aqui, o produtor rural não planta apenas soja — ele diversifica com pipoca, girassol, algodão, grão-de-bico, chia, gergelim, amendoim e cana-de-açúcar, numa grade de cultivos que rivaliza com as mais sofisticadas regiões agrícolas do mundo.
Com renda per capita que supera R$ 57 mil/ano e IDH de 0,718 — acima da média nacional — Campo Novo demonstra que o agronegócio tecnificado e diversificado é capaz de gerar não apenas riqueza bruta, mas qualidade de vida real para sua população.
Um município sem um único cinema, mas responsável pela pipoca de todos os cinemas do Brasil. Campo Novo do Parecis e sua região produzem 75% de todo o milho-pipoca nacional — 300 mil toneladas por safra. O Brasil, que até 2008 era o maior importador mundial de milho-pipoca (todo vindo da Argentina), hoje é o segundo maior exportador do mundo. A virada foi feita aqui, no Chapadão.
Mais de 380 mil hectares plantados com soja — 3,47% do total estadual. A soja é a base da economia e o motor que viabiliza toda a diversificação das safras subsequentes.
1,27 mi ton/safraUsina FS em construção — R$ 2 bilhões de investimento. Capacidade de 540 milhões de litros/ano de etanol e 935 mil ton de DDG (nutrição animal). Previsão: dezembro de 2026.
R$ 2 bi investidosA abundância de recursos hídricos nos rios Papagaio, Buriti e afluentes do Juruena transformou Campo Novo do Parecis em um polo de geração de energia renovável. As PCHs — Pequenas Centrais Hidrelétricas — garantem o abastecimento energético da região e exportam excedente para a rede.
Com a chegada da usina de etanol de milho da FS Fueling Sustainability (R$ 2 bilhões, previsão 2026), o município soma biocombustível à sua matriz energética renovável, posicionando-se como um dos municípios mais estratégicos no contexto do Combustível do Futuro (E30/E35).
Durante a construção da usina, são gerados 600 empregos diretos e 8.000 indiretos — um impacto econômico imediato para toda a região do polo Parecis.
Como Campo Novo se posiciona frente aos demais municípios do polo e ao contexto estadual.
| Indicador | 🌾 Campo Novo (Polo) | 🚜 Sapezal | 💎 Diamantino | Destaque |
|---|---|---|---|---|
| População | ~50.000 hab. | ~25.000 hab. | ~22.000 hab. | Campo Novo maior |
| PIB Municipal | ~R$ 2,9 bi | ~R$ 2,2 bi | ~R$ 1,1 bi | Polo lidera |
| PIB per capita | ~R$ 57.000 | ~R$ 85.000 | ~R$ 47.000 | Sapezal supera |
| IDH Municipal | 0,718 | 0,706 | 0,680 | Polo IDH mais alto |
| Área plantada soja | 380 mil ha | ~300 mil ha | ~150 mil ha | Polo lidera |
| Diferencial único | Pipoca + Girassol + Etanol | Soja + Milho | Soja + Pecuária | Diversificação única |
| Usina de etanol | Sim — Etamil + FS (2026) | Não | Não | Diferencial exclusivo |
| Ensino superior | UNEMAT + Privadas | Privadas EAD | UNEMAT + Privadas | Polo e Diamantino ok |
| Hospital | Hospital Municipal + UPA | Hospital Municipal | Hospital Municipal | Polo melhor estrutura |
| Rodovia principal | MT-235 / BR-364 | BR-364 | BR-163 | Rede conectada |
Insight UrbanoConnect: Embora Sapezal apresente PIB per capita superior, Campo Novo do Parecis se destaca pela diversificação produtiva sem paralelo no polo e no estado. Ser simultaneamente o maior produtor de milho-pipoca do Brasil, líder em girassol e sede de duas usinas de etanol de milho coloca o município numa categoria estratégica que nenhum vizinho consegue replicar. A combinação de centralidade urbana + IDH superior + vocação agroindustrial faz de Campo Novo o motor incontestável do Polo Parecis.
Rede Municipal · SUS
Rede Pública · Privada · Superior
Rodovias · Escoamento
PCH · Bioetanol · Bioeletricidade
Infraestrutura · Saneamento
Agro · Indústria · Serviços
| População estimada (2024) | ~50.000 hab. |
| Densidade demográfica | ~5,3 hab/km² |
| Taxa de urbanização | ~85% |
| Crescimento anual estimado | ~2,1% a.a. |
| Altitude média | ~600 m |
| Área territorial | 9.448 km² |
| PIB Municipal | ~R$ 2,9 bi |
| PIB per capita | ~R$ 57.000 |
| Posição no ranking MT | 9ª economia |
| Participação do Agro | ~52% |
| Participação Serviços | ~36% |
| Participação Indústria | ~12% |
| IDH Municipal | 0,718 |
| IDH Educação | 0,672 |
| IDH Longevidade | 0,814 |
| IDH Renda | 0,673 |
| Índice Gini | 0,48 |
| % em vulnerabilidade social | ~18% |
| Área total cultivada | ~380 mil ha (soja) |
| Milho-pipoca — área | 50 mil ha |
| Girassol — área | 25 mil ha |
| Algodão — área | 120 mil ha |
| Cana-de-açúcar | 3,11 mi ton/ano |
| Rebanho bovino | ~103 mil cabeças |
O scorecard UrbanoConnect avalia os municípios em múltiplas dimensões — economia, infraestrutura, qualidade de vida, conectividade e posicionamento estratégico — para oferecer uma visão integrada e comparável.
"Aqui, a pipoca não é lanche — é identidade, orgulho e mercado global."
Existe uma ironia bonita em Campo Novo do Parecis. O município que não tem um único cinema é o responsável pela pipoca de todos os cinemas do Brasil. E não só do Brasil — os grãos cultivados no Chapadão viajam para outros continentes, sustentando o segundo maior exportador mundial de milho-pipoca. Isso nasceu do nada, em menos de quatro décadas, sobre um cerrado que muitos achavam inútil.
Os gaúchos e catarinenses que chegaram nos anos 1980 encontraram terra vermelha, céu aberto e uma chapada que parecia infinita. Trouxeram trator, semente e teimosia. Plantaram soja porque era o que sabiam. Depois, perceberam que a terra aceitava mais: girassol, algodão, pipoca, chia, grão-de-bico, gergelim. Foram diversificando quando o resto do agro apostava na monocultura. Erraram na direção certa.
Hoje, com a chegada de R$ 2 bilhões em investimento da FS para uma usina de etanol de milho, Campo Novo do Parecis dá mais um salto — de produtor de grão para produtor de energia. O Combustível do Futuro não é só uma política pública; para esta cidade, é uma oportunidade histórica de se tornar polo de biocombustíveis do centro-oeste brasileiro.
O Chapadão do Parecis alimenta o Brasil com grãos e em breve vai abastecer seus carros também. Não é pouco para uma cidade de 50 mil habitantes que, há 38 anos, era apenas uma ideia de colonos sonhadores no meio do cerrado.